QUESTÕES!!!!!!!

24 04 2008
TNP –TEATRO NEGRO DE PENDENGA
Teatro – Representação ou farsa reveladora
Pendenga – Richa, briga, conflito, confusão
Negro – Sujeito de pele escura, origem africana, estereotipado pelos traços e melanina, o outro sobre o qual se projetam mil imagens humanidade rebaixada.
Uma proposta de Salloma Salomão Jovino da Silva
O que se entende por teatro hoje?
Há um teatro negro no Brasil?
Qual o legado do TEM?
O que diferenciará um teatro negro das demais expressões?
Como lidar com textos teatrais escritos, geralmente por “não negros (as)” sobre os negros (as)?
Qual o lugar de Arena Conta Zumbi na experiência cultural do Movimento Negro contemporâneo?
Quantos textos teatrais escritos por autores negros podem ser identificados no século XX?
Qual o papel exercido pela expressão teatral no universo das práticas artísticas, culturais e políticas negras na África, na diáspora e no Brasil no século XX?
Que textos de autores (as) negros (as) podem ser pesquisados, lidos, apropriados, difundidos?
Teatro assim como as demais formas artísticas ocidentais hoje é só lixo. Como o teatro foi jogado ao lixo, pode ser apropriado por aqueles que vivem quase que essencialmente de lixo.
Um teatro é negro quando seus criadores invocam para si uma origem negro-africana.
Um teatro é negro quando coloca a perspectiva diaspórica africana como ponto de partida e chegada.
Um teatro é negro quando tem consciência que nem o negro nem o africano não existem por si e para si mesmos.
Um teatro é negro quando dramático, sarcástico e cômico, quando saber ser sincrônico, dissonante e diacrônico, é simpático mas diacrítico.
Um teatro é negro quando é capaz de virar as costas e tapar os ouvidos a tudo que se espera de um teatro negro.
Um teatro pode ser a vazão dos que vivem a margem do consumo do teatro para entreter, eles é que podem inventar um teatro que não depende dos espaços convencionais de encenação.
Pode ser um teatro fugaz, calcado na intervenção da vida cotidiana da metrópole ou de qualquer outro lugar.
Pode ser um teatro que abra mão a busca do inusitado, porque muita coisa nesse sentido já foi experimentado.
Pode ser um teatro efêmero fundado em um desejo insuportável de viver para além dos muros do conformismo cultural, social, político e estético.
Pode ser um teatro para revolver o lixo, os cadáveres, os micróbios, os seres rejeitados da vida urbana.
Um com ou sem espaço próprio, mas que não dependa dele, mas pode tê-lo para revolver o lixo das relações inter pessoais, inter sociais, inter nacionais, e inter raciais .
Revolver o lixo não é removê-lo é colocá-lo ao sol para que feda, para que exale.
Um teatro negro capaz de teatralizar Ali Kamel, Gloria Maria, Senghor César, Unipalmares, Abdias, Lélia Gonzalez, Grande Otelo, e nóis todos.
Um teatro capaz de dramatizar nossos conflitos, dando alguma dignidade para as migalhas que caem da mesa no chão da política partidária e da política formal onde se digladiam, na disputa por um alimento cujo preço é subserviência das “lideranças” negras cooptadas.
Por um teatro negro capaz de teatralizar as expressões, gestos e textos da Ministra Matilde Ribeiro em cadeia nacional de TV, tentado explicar aquilo que ninguém queria ouvir. Ela já fora julgada ao nascer.
Um teatro negro que não se importe em ser atacado, pois já é em si uma reação.
Um teatro negro capaz de teatralizar a política social de Sergio Cabral que caça negro-mestiços em safáris urbanos utilizando helicópteros e armamento pesado sob nossos olhares estarrecidos e aplauso da mídia ressentida com o assassinato do jornalista negro-mestiço, especializado em meter o pé na lama.
Um teatro negro capaz de vomitar fragmentos Paulo Eiró e Jorge de Lima, canções do Candomblé Angola, passagens do velho testamento
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